A polêmica da candidatura ou não de José Pimentel ao Senado
Friday, 05 February 2010 00:47
Written by Filipe Santana
O assunto que mais repercute no cenário política estadual é o debate em torno da candidatura ou não do Ministro da Previdência José Pimentel (PT) ao Senado. Em visita a Fortaleza, durante jantar oferecido pela prefeita Luiziane Lins, o ex-ministro José Dirceu afirmou que em nome da aliança, o PT poderia abrir mão da candidatura ao Senado. Como rastro de pólvora a notícia correu os principais meios de comunicação do Ceará e rapidamente criou-se uma polêmica a medida que os defensores da candidatura de Pimentel começaram a se manifestar favoráveis e desconhecedores de qualquer intenção do partido contrária a esta.
O que ocorre é uma apreensão por parte do PMDB tendo em vista a eleição de Eunício Oliveira em
uma disputa direta com Pimentel e Tasso Jereissati (PSDB) pelas duas vagas ao Senado Federal. Assim como também existe uma indecisão entre os tucanos, onde muitos querem apoiar a reeleição de Cid ao custo de um apoio branco a recondução de Tasso ao Congresso. Some-se a isso uma dívida de gratidão da eleição de 2006, da qual é público e notório que a campanha de Lúcio Alcântara foi sabotada e Cid com certa facilidade chegou ao Governo.
Contudo não estão atentando para o fato de PT, PSB e PMDB, junto ao PC do B, serem aliados nacionais, que compõe no Ceará a aliança vitoriosa que elegeu Cid Gomes (PSB) e Inácio Arruda (PC do B) e que o compromisso agora é de eleger Eunício Oliveira (PMDB) e José Pimentel (PT), de modo que todos os partidos fiquem privilegiados ao longo das duas eleições. Mas ai você me diz: O PT já tem a vice! E eu respondo: Vice é vice! E por mais atuante e participativo que seja, não deixa de ser um coadjuvante na conjuntura política. Ainda mais, será que o partido do presidente mais popular do Brasil não merece ocupar os dois cargos?
Acredito que é necessário deixar muito claro duas coisas: a primeira é que o PT está inteiramente comprometido com a eleição de Eunício Oliveira ao Senado junto a de José Pimentel, onde uma alavancaria a outra. A segunda é que o PSDB e Tasso Jereissati estão na contramão do projeto político do presidente Lula, do PT e de toda a base aliada, os tucanos são adversários e não tem prioridades nem são bem vindos na aliança, independente de qual ela seja. Creio que a partir de tais esclarecimentos é possível encontrar a solução ideal, onde todos sejam contemplados e haja a manutenção das amplas coligações vitoriosas.





