PT abre mão do Senado pela aliança
Wednesday, 03 February 2010 10:35
Written by Filipe Santana
O ex-presidente nacional do PT, José Dirceu, disse à base aliada da prefeita Luizianne Lins na Câmara Municipal, que o Partido dos Trabalhadores retira o nome do ministro da Previdência Social, José Pimentel, da concorrência ao Senado, em nome da estabilidade da aliança nacional e local que possui com os demais partidos.
Dirceu agradeceu o apoio de todos os partidos e disse que o PT não colocará em risco o acordo que tem com os demais partidos no Estado, ponderando, no entanto, que a saída do deputado Ciro Gomes da disputa pelo planalto seria preponderante para garantia alguns acordos.
A declaração dele foi em jantar promovido pela prefeita Luizianne Lins, na noite da última segunda-feira, com todos os vereadores da base aliada e o vice-prefeito Tin Gomes (PHS).
Entre os partidos aliados, sobretudo aqueles que já se comprometeram em apoiar a candidatura ao Senado do deputado federal Eunício Oliveira (PMDB), havia um temor de que José Pimentel entrando na disputa, colocaria em risco a eleição do próprio Eunício.
Diante disso, o vereador Carlos Mesquita (PMDB) presente ao jantar, disse ter relatado o fato a José Dirceu e ouviu dele o compromisso de rever algumas posições do PT no Estado, em especial esta específica.
Além disso, Dirceu explicou que uma das estratégias nacionais da sua legenda é aumentar o número de cadeiras no Senado e por isso, há uma determinação de que, nos estados em que não há candidatos a governador do PT, os petistas cobrem pelo menos uma vaga de senador.
"Ele disse que até entende a necessidade para o PT de Pimentel ser candidato. Mas dentro da conjuntura avalia ser possível abrir mão", disse o vereador Carlos Mesquita, ao acrescentar que Dirceu relembrou o trabalho prestado por Eunício ao Governo do presidente Lula.
Dirceu esclareceu detalhes da estratégica do presidente Lula em tornar plebiscitária a eleição de 2010, o que excluiria da disputa presidencial o deputado federal Ciro Gomes.
Diante da reação cética de alguns parlamentares, Dirceu enfatizou que a "chapa dos sonhos" seria com Ciro Gomes na vice-presidência e Dilma na cabeça de chapa, porém, pelo que representa hoje o PMDB para o País e para a governabilidade que o presidente Lula teve em seus oito anos de mandato, não haveria como contemplá-lo, a não ser com a vaga de vice-presidente, como vem sendo articulado nacionalmente.
(Diário do Nordeste)





